| Por Cantarelli,
de 29-01-2010 21:44
|
Vistos : 288  |
Favoritos : 18 |
Publicado em : Blog, Blog |
Com ações de despejo mais rápidas, casas e apartamentos
fechados devem voltar ao mercado
Os maus pagadores de aluguel têm com que se preocupar a partir de agora. A
nova Lei do Inquilinato, que entrou em vigor na segunda-feira, prevê mais
agilidade nos processos de despejo. Isso deve aumentar a oferta de imóveis,
aquecer o mercado e reduzir os preços dos aluguéis nos próximos meses.
O
diretor da imobiliária Ibagy, Leandro Ibagy, explica que as mudanças na lei
aperfeiçoaram a legislação existente há 18 anos e que precisava ser modernizada.
Antes, uma ação de despejo demorava 14 meses para ser efetivada. Hoje, encurtou
para quatro meses.
– Já tivemos casos de mais de dois anos para tirar um
inquilino inadimplente. Isso não deve acontecer mais. Com segurança jurídica, os
proprietários de imóveis vão colocar novas unidades no mercado. Com mais oferta,
a tendência é de que, no médio e longo prazos, os valores do aluguel venham a
cair – diz
A tendência para quem não atrasa o aluguel é de conseguir
preços mais justos, já que os valores atuais eram encarecidos pelo risco que a
demora nas ações de despejo representava.
– Os investidores vão se sentir
mais seguros, voltar a investir em imóveis com o objetivo de colocar para
alugar. Isso tudo deve aquecer o mercado imobiliário. O inquilino vai ter mais
oferta, conseguir encontrar o imóvel que deseja com mais facilidade e pagando
preço justo – avalia.
Sucesso das medidas depende do
Judiciário
Atualmente, no país, 3 milhões de imóveis estão fechados e
grande parte deles, conforme Ibagy, não estão no mercado de locação porque os
donos não querem ter problemas.
Segundo a advogada do Grupo Brognoli,
Andréa Brognoli, todo o setor será beneficiado. O seguro-fiança deve baixar
junto com os riscos do aluguel e a figura do fiador também passa a ter mais
segurança.
– As imobiliárias são exigentes com garantias justamente
porque é difícil retirar um inquilino. Essas garantias podem ser abrandadas,
assim como o valor do seguro-fiança. Mas tudo vai depender da resposta do
Judiciário, do quanto ele realmente vai ser ágil – destaca.
Fonte: Simone Kafruni - Diário Catarinense
Última atualização : 29-01-2010 21:44
|
|
|
| Comentário de usuários |
|
Média de classificação
Nenhuma avaliação |
|
Adicionar comentário
|