Os consórcios têm aumentado a participação entre os brasileiros que desejam adquirir bens de maior valor e optam, para isso, manter uma poupança em grupo. Segundo dados da Abac (Associação Brasileira de Administradores de Consórcios), em maio deste ano, o crescimento foi de 6,6% no número de consorciados em relação a 2009.
Considerando apenas os imóveis, o crescimento nas novas contratações acumuladas nos cinco primeiros meses de 2010 foi de 16,2%, chegando a 92,5 mil pessoas.
Segundo a Abac, apenas no ano passado a legislação igualou o consumidor de consórcios aos demais interessados em adquirir um imóvel pelo Sistema Financeiro da Habitação. A partir da lei nº 12.058 de outubro de 2009, as regras do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) foram estendidas para o sistema de consórcios, ampliando assim as opções de uso do fundo para a compra da casa própria.
Quando se pode usar? Confira as regras que permitem o uso do FGTS no consórcio imobiliário, de acordo com a Abac:
- no lance. É possível dar lances, quando o consorciado concorre à contemplação mediante antecipação de parcelas, usando 100% do salto do FGTS. “Para tanto, o consorciado deverá apresentar o extrato da conta do Fundo de Garantia à administradora”;
- complementar à carta de crédito. Por exemplo: se o consorciado foi contemplado com R$ 100 mil, mas deseja comprar um imóvel de R$ 110 mil, poderá sacar os R$ 10 mil restantes de seu FGTS, para complementar;
- amortizar o liquidar o saldo devedor;
- pagar parte das prestações do consórcio.
Regras O FGTS só pode ser utilizado por trabalhadores que não sejam proprietários de imóveis residenciais financiados pelo SFH ou de qualquer outro imóvel (mesmo não financiado pelo SFH) localizado na mesma cidade onde moram ou trabalham.
Para usar o fundo no consórcio, é preciso que o adquirente comprove o tempo mínimo de três anos de trabalho sob o regime de FGTS. Os recursos só podem ser utilizados para aquisição de moradia destinada ao próprio titular. O valor máximo do imóvel adquirido é de R$ 500 mil.
As operações de amortização, liquidação ou abatimento de parte das prestações poderão ser realizadas diretamente pela administradora do consórcio. Após a utilização do fundo para qualquer dessas operações, deve-se aguardar um período mínimo de dois anos para movimentar novamente o FGTS.
Para o pagamento de parcelas, o FGTS está limitado a 80% do valor da mensalidade. Os outros 20% precisam ser arcados com recursos do consorciado. Neste caso, o saque da conta vinculada vai acontecer uma única vez, mas o valor será utilizado em 12 parcelas mensais, exceto nos casos em que o prazo remanescente do contrato de consórcio seja inferior.
O FGTS nunca pode ser usado no consórcio antes da contemplação e aquisição do imóvel.
Sem juros De acordo com a Abac, a principal vantagem do consórcio sobre os demais tipos de financiamentos de imóveis é a não cobrança de juros, pois o sistema usa o chamado autofinanciamento. “Os recursos são gerados dentro do próprio grupo e sem custos de captação de recursos”.
Além disso, como a carta de crédito significa “dinheiro vivo”, o poder de barganha do consumidor para fazer o negócio que melhor lhe convier é maior. “Você tem liberdade para comprar onde quiser, o que quiser, pelo preço que achar mais conveniente”, completa a entidade.
Fonte: InfoMoney
Última atualização: 30-08-2010 12:14
Consórcio: número de consorciados cresce 10,1% no primeiro semestre
Segurança no emprego e economia aquecida têm levado os brasileiros a aumentar seu interesse pelos consórcios.Dados da Abac (Associação Brasileira de Administradores de Consórcios), divulgados nesta terça-feira (14), mostram que, no primeiro semestre deste ano, o número de novas contratações cresceu 10,1%. Enquanto no ano passado a entidade registrou a entrada de 926 mil consorciados, no mesmo período deste ano foram 1,02 milhões de novos contratos.
"Diversos fatores contribuíram para esse crescimento, como a inexistência de juros, as novas modalidades de utilização do FGTS no consórcio de imóveis, a maior presença das classes C e D, o planejamento do consumidor e seu questionamento sobre a necessidade imediata ou não da aquisição do bem", declarou o presidente executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi.
Números do setor Ao encerrar o primeiro semestre de 2010, a Abac registrou um total 3,88 milhões de consorciados, uma alta de 6% sobre os 3,66 milhões contabilizados há um ano.
No período também cresceu o número de contemplações: foram 477,6 mil neste ano, contra 465,8 mil realizadas de janeiro a junho do ano passado – um aumento de 2,5%.
Automóveis e imóveis O aumento na renda média dos brasileiros está refletindo na mudança de comportamento do brasileiro, que tem transformado pate de seu salário em consórcio. "Ao adquirir um carro ou um imóvel, o consumidor analisa e compara os custos e busca fazer o melhor negócio patrimonial", lembra a Abac.
Um exemplo dessa atitude está no crescimento do valor médio de uma cota de automóvel. Em junho do ano passado, ele era de R$ 27,7 mil, enquanto em junho deste ano chegou a R$ 39,7 mil.
"Seja na ampliação dos negócios, seja no crescimento do valor médio da cota, a procura pelo mecanismo mostra-se cada vez mais presente na vida do brasileiro", concluiu o presidente da Abac.
Fonte: InfoMoney
Última atualização: 11-08-2010 10:53
Quer comprar um imóvel sem ter prejuízo? Elabore uma lista de obrigações!
A compra da casa própria é um sonho para muitas pessoas. Por isso mesmo, deve ser feita com muita cautela e responsabilidade, para que nada dê errado. Isso porque ninguém quer perder o dinheiro que lutou tanto para conseguir.
Conforme divulgou o Jornal dos Imóveis, o ideal para quem está pensando em adquirir uma casa ou apartamento é elaborar uma lista de obrigações a serem cumpridas antes de fechar o negócio.
Passo-a-passo
1. Procure uma imobiliária: para economizar tempo, evitar problemas desnecessários e realizar um negócio seguro, esta é a melhor opção.
Antes de escolher a empresa, considere a estrutura, disponibilidade do corretor e solicite as referências de vendas anteriores. Leve em conta ainda os serviços oferecidos, área geográfica de atuação, quantidade de imóveis constantes na carteira, atendimento fora do horário comercial, prestação de apoio a financiamentos e elaboração de contrato profissional com revisão de advogado.
2. Defina suas necessidades com clareza: converse com cada membro da família para decidir o que é importante no imóvel: quintal, piscina, dependência de empregada etc. Dependendo da verba disponível, é provável que seja necessário acrescentar ou retirar itens.
3. Faça uma reunião com o corretor: isso serve para planejar a aquisição e para que você apresente suas necessidades (número de dormitórios, localização etc), estilo de vida e potencial de compra (quantia em dinheiro, necessidade de financiamento, disponibilidade do FGTS, automóvel ou outro imóvel que possa ser dado como parte do pagamento).
4. Visite um número razoável de imóveis: só faça negócio após visitar um número razoável de casas e apartamentos, entre 5 e 8, com todas as pessoas que têm poder de decisão na família.
Além disso, visite o imóvel escolhido mais de uma vez, de dia e à noite, se possível. Ainda pergunte aos vizinhos sobre segurança, odores, desapropriações, vazamentos, desabamentos e inundações.
Considere também valorizações futuras, valor de revenda, posição do imóvel em relação ao sol e como você se sentiu nele.
5. Faça uma inspeção minuciosa: antes de assinar o contrato, fique atento às rachaduras, ao quadro de força e às condições do telhado. Além disso, procure descobrir se há vazamentos, diminuição de vazão de água entre pontos, existência de cupins, paredes úmidas, ocas ou descoladas.
6. Negocie antes de firmar acordo: faça propostas inteligentes, com a ajuda de seu corretor. Lembre-se de não fechar negócio pelo primeiro valor ofertado, especialmente se o pagamento for feito à vista.
Se o proprietário residir no imóvel que você está visitando, procure não conversar com ele, especialmente sobre preços e condições comerciais. Isso porque muitas negociações são bloqueadas por interferências, mesmo inocentes, de interessados e do proprietário.
7. Revise o contrato: é recomendável que toda compra de imóvel seja acompanhada de um instrumento particular de contrato elaborado pela imobiliária, mesmo que a escritura seja lavrada imediatamente após a negociação.
Para quem não sabe, o contrato protege ambas as partes e estabelece condições, por exemplo, sobre a posse no imóvel e dívidas de impostos que não são cobertas na escritura.
8. Verifique os documentos: faça com que o vendedor apresente certidões negativas dos cartórios de protestos, dos distribuidores cíveis, da Justiça Federal, da Receita Federal e de tributos municipais.
Além disso, é importante verificar a matrícula atualizada do imóvel, expedida pelo Oficial do Cartório de Registro de Imóveis, e uma declaração que confirme que as taxas de condomínio estão em dia, no caso dos apartamentos.
Atualmente, a profissão de corretor de imóveis está em alta.
E a tendência é melhorar ainda mais. A expansão do setor ocorreu nos últimos anos com o avanço do setor imobiliário e a abertura de cursos para formar corretores. Atualmente, várias imobiliárias têm anunciado, com o objetivo de contratar novos profissionais ou até mesmo estagiários.
Requisitos
Para se tornar um corretor, é preciso fazer o Curso Técnico em Transações Imobiliárias numa escola reconhecida pelo Ministério da Educação e pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci). O mercado oferece tanto cursos presenciais quanto à distância, num valor médio total de R$ 1,2 mil. É muito importante procurar escolas credenciadas, pois se fizer o curso numa escola que não é credenciada, o diploma não vale nada. A realização de um estágio supervisionado também é obrigatória. Ao término do curso, o candidato a corretor recebe o diploma e dá entrada na documentação, que é analisada por uma comissão do Conselho para, então, poder exercer legamente a profissão.
Quem trabalha como corretor sem possuir a autorização do Creci comete crime e está sujeito às sanções impostas pela lei federal e pelo próprio órgão. A resolução 1065 do COFECI, prevê que as placas anunciando venda ou aluguel de imóveis precisam ter a identificação do proprietário ou o nome e número de registro do corretor.
Mercado promissor
Maiores possibilidades de negócios representam mais ganhos a quem trabalha na área. Com o mercado de trabalho aberto, muita gente resolve investir na carreira para obter um emprego, mudar de ramo ou mesmo garantir um ganho extra. O melhor profissional é aquele que tem contatos. Nada impede dele ser médico ou advogado, por exemplo, e também atuar como corretor.
A lei não prevê a obrigatoriedade do corretor estar ligado a uma imobiliária, permitindo que ele atue como profissional autônomo. O horário de trabalho flexível é outro atrativo para os que pretendem ingressar no mercado. Mesmo quem atua ligado a uma imobiliária, na maioria das vezes é prestador de serviços e não possui horário fixo de trabalho.
Conhecer bem a cidade e o mercado imobiliário podem ser diferenciais para os corretores que atuam na comercialização de imóveis de terceiros. Porém, os que estão começando a carreira podem trabalhar nos plantões de vendas, comuns em loteamentos e condomínios.
A meta do Creci atualmente é tornar o corretor de imóveis um profissional valorizado e reconhecido. Muita gente pensa que é só chegar e vender, que ganha dinheiro no mole. Mas não é assim.
A falta de valorização, aliás, é a principal reclamação do Creci, que vem trabalhando muito para reverter este quadro. O corretor é o facilitador, o elo entre quem compra e quem vende.
Ser imparcial, não pendendo para qualquer um dos lados envolvidos na negociação, é um dos pontos do código de ética dos corretores. O documento prevê que o profissional deve, ao oferecer um negócio, apresentar dados rigorosamente certos, nunca omitindo detalhes que o depreciem, informando o cliente dos riscos e demais circunstâncias que possam comprometer o negócio.
Quanto ganha
A remuneração dos corretores de imóveis é feita com base numa tabela de comissões definida pelo Creci. (veja link Honorários no site do CRECI). A tabela prevê ainda remunerações específicas para diversos casos, como administração de bens, loteamentos, administração de condomínios, compras, ativos imobiliários e pareceres.
Receber valores que estejam fora das faixas de comissão estabelecidas pelo Creci fere o código de ética da entidade e deixa o corretor sujeito à fiscalização. Além do que, isso desvaloriza a profissão.
Cuidados necessários
Quem vai comprar, vender ou alugar um imóvel deve se certificar de que o corretor envolvido no negócio possui autorização do Creci para trabalhar. Isso é possível acessando a página do Conselho na internet (www.creciba.org.br).
Autonomia e horário flexível são atrativos
Alguns corretores de imóveis são autônomos, enquanto outros trabalham para imobiliárias. Mas, mesmo os do segundo grupo, possuem um grau de flexibilidade pouco visto em outras profissões. Na maioria, são prestadores de serviços que utilizam a estrutura das imobiliárias sem terem salário fixo definido.
Quem trabalha como autônomo fica com a comissão integral. Já os corretores ligados a uma imobiliária ganham um percentual do valor das comissões. Em contrapartida, as empresas fornecem estrutura, como linhas de telefone, acesso à internet, anúncios em jornais e carteira de clientes. Gastos com transporte e alimentação são por conta do corretor. Mesmo não pagando salários fixos, algumas colocam metas de vendas.
A política de contratações não foge do que é feito costumeiramente pelas empresas dos mais diversos ramos. As imobiliárias sérias exigem registro no Creci e um bom currículo. Às vezes alguma indicação também ajuda. É bem semelhante ao processo de qualquer empresa.
Histórias da corretagem
Um dos corretores mais antigos de Sorocaba pediu baixa na carteira do Creci e encerrou a profissão no final de 2009. Depois de 41 anos atuando no mercado, William Leite de Oliveira resolveu pendurar as chuteiras. Ele também é advogado e exerce a profissão até hoje, aos 81 anos de idade. Exemplo de quem soma a corretagem de imóveis com outra função. E foi homenageado recentemente numa solenidade do Creci em Sorocaba.
Quem também impressiona pelo tempo dedicado à corretagem é Lupércio Mariano da Silva, na área há 44 anos. Quando começou, era funcionário do grupo Votorantim e fez a comercialização de um loteamento com 2,5 mil terrenos. Ao se desligar da empresa, em 83, passou a trabalhar como autônomo, função que exerce até hoje, aos 76 anos de idade.
Para quem está interessado em iniciar a carreira eles aconselham: Precisa ser perseverante, paciente e trabalhar, trabalhar, trabalhar, resume William.
A FGV (Fundação Getulio Vargas) criou o Índice Brasileiro de Rentabilidade
Imobiliária, que mede a evolução dos preços no mercado.
De acordo com o pesquisador do Ibre/FGV, Paulo Pichetti, os números mostram
um crescimento constante desses preços nos últimos nove anos, que se acentuou em
2007.
Comparado com outros índices de rentabilidade,
como ações, ouro e dólar, o crescimento do mercado imobiliário foi modesto, mas
é mais estável e, consequentemente, mais seguro.
Encomenda A demanda pela criação de um índice para mapear o desempenho
dos preços no Brasil é antiga, mas se tornou realidade após encomenda feita pela
Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência
Privada).
Para Pichetti, o índice é “uma ferramenta importante para o aumento de
transparência, benchmark de rentabilidade, aumento da liquidez e comparação com
outros tipos de investimento”.
O indicador será trimestral e entrará em vigor no segundo semestre deste ano.
Em um primeiro momento, incluirá apenas imóveis comerciais e shoppings, sendo
que a previsão é de que, em um segundo momento, sejam consideradas as unidades
residenciais, “para ter uma realidade mais completa”, segundo Pichetti.